Publicado em / by Vanda Seixas / Em Brand Story, Branded Content, Case Study, Marketing Digital

O futuro não é digital, o futuro são Histórias de Princesas.

Continuar a dissertar sobre se o futuro será digital deixou de fazer sentido. O presente é digital, a Internet of Things é real e está presente no nosso dia-a-dia, uma parte da economia baseia-se em empresas que não têm local físico e mais de 8 milhões de portugueses utilizam internet e são impactados com comunicação digital, portanto o presente é digital!

Posto isto, fará sentido continuarmos a falar sobre marketing digital quando estamos a comunicar para marcas ou poderemos simplesmente falar de marketing?
De regresso às origens, numa viagem aos anos 40, David Ogilvy mostra-nos que nada mudou. Seja marketing digital, tradicional ou de guerrilha, o pensamento é igual, as marcas continuam a querer vender produtos e comunicar para os seus consumidores, certo?

Vejamos se o Sr. Ogilvy tem razão. Os planos de marketing, sejam eles digitais ou não, continuam a ser assentes em:
– Estabelecer objetivos;
– Comunicar de forma pragmática e concisa;
– Estudar detalhadamente para quem se dirige a sua mensagem ou seja o seu público-alvo (data, data, data);
– Descobrir como o seu público-alvo pensa e o que ele precisa.

Ogilvy tem uma ótima expressão “pense no seu público-alvo como a sua mulher” valorize-o, fale com ele como alguém próximo, resumindo: conte-lhe uma história e respeite-o.

E agora sim, vamos falar de histórias?

Seja qual for o meio de comunicação ou formato (site, social media, televisão, e-mail ou rádio) no qual a marca vá comunicar, vai contar o início de uma história e o grande desafio é encontrar uma história que se feche nela própria, de forma a que se consiga dividir uma grande história em pequenas histórias, sem nunca perder o foco. É nesta visão que o branded content se insere: um pequeno grande capítulo de uma grande história, com um poder extraordinário de envolvimento do público-alvo.

Para que o branded content faça sentido na história que a marca está a comunicar são necessários não só insights, mas também estratégia! Compreender a visão da marca e catapultá-la através de conteúdo disruptivo com foco e objetivo e, desta forma, obter um conteúdo relevante.

Ok, ótimo o presente é digital, existe marketing e temos que contar uma história, mas onde entram as princesas?

Encontrar a história perfeita não é fácil, principalmente porque vivemos na era da informação, parece que tudo já foi dito e escrito e por vezes cai-se no erro de repetir a mesma base, dar-lhe uma nova roupagem e esperar que resulte. Vamos então falar sobre uma das histórias com mais sucesso dos últimos tempos: FROZEN.

Dezoito meses antes de ser lançado o filme Frozen, a princesa Anna era mandona, obcecada com o seu casamento com o príncipe, Elsa era a irmã mais velha, ciumenta e má, que fora amaldiçoada e tudo o que tocava transformava-se em gelo, pelo que procurava vingar-se da sua irmã com a ajuda de um boneco de neve resmungão e raptá-la. Confusos?

Dezoito meses antes do filme ser lançado, tinha sido apresentado ao público uma amostra do que seria o filme e conseguem com certeza compreender o resultado desastroso que foi quando não houve reação. A equipa da Disney estava a trabalhar no enredo deste filme há anos, já tinha trocado todas as personagens, o foco entre o ciúme e a vingança, mas não conseguia deslindar o enigma. Frozen não podia ser mais uma história de fadas com uma roupagem nova, porque claramente não estava a resultar.

Entre o caos de brainstormings e uma equipa desmotivada, certo dia, o produtor Del Vecho questiona qual é o verdadeiro foco do filme “O reencontro de duas irmãs” e diz à equipa: “Quando começarmos a perguntar-nos o que nos parece mais genuíno, acabamos sempre por encontrar a história certa”.

A faltarem poucos meses para o lançamento do filme, Bobby Lopez e Kristen Anderson, dois compositores das músicas do filme foram passear no jardim, questionando-se sobre o que sentiriam se fossem a Elsa. Ambos partilharam a sua relação com os seus irmãos e como no final se perdoaram sempre, porque todos erram e ninguém é perfeito, mas no final do dia eram família. Bobby grava no seu iphone Kristen a cantar: “Let it go, let it go. That perfect girl is gone.” e desta forma nasce o novo FROZEN. A verdadeira história de princesas está nas pessoas, é sobre as pessoas.

O futuro são as histórias, o futuro são mais histórias genuínas sobre pessoas, são elas o nosso público, são elas que constroem as marcas, são para elas as nossas histórias.

O futuro são mais histórias de princesas.
Este conteúdo foi inspirado em: OGILVY, DAVID Confissões de um Publicitário e Duhigg Charles + Eficaz + Rápido Melhor
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